Porque se o caso for de ir à praia
…eu levo essa casa numa sacola!
Porque se o caso for de ir à praia
…eu levo essa casa numa sacola!
Pela terceira vez os vendo ao vivo, não há mais nenhuma surpresa. Não haverá ali uma banda que simplesmente vai para mais um dia de trabalho, bate o cartão e vai embora. Ou uma apresentação performática cheia de firulas, telões e efeitos de luz. A certeza é que a banda irá entrar e tocar como se aquelas próximas duas horas fossem as últimas de sua história. Mesmo para quem não seja fã ou não conheça muito, presenciar os caras ao vivo é saber que não se está diante de algo comum. Já fazem 8 anos desde o Self-Titled, mais de 10 anos desde o White Pony e também mais de 20 anos desde as demos do que seria o Adrenaline. E ainda assim, todos esses álbuns são tocados como se acabassem de ser lançados. Como se Change acabasse de chegar às rádios ou 7 Words fosse o single da vez. Há uma vontade incrível da banda em dar o máximo.
Indo do mais gutural grito acompanhado de uma guitarra de 8 cordas ou do mais sensual e envolvente dos climas, em vários momentos o Credicard Hall foi abaixo no dia 4 de abril.
Se entre 1995 e 2000 houve o boom do new metal, com a fórmula da gritaria alternada com momentos de calmaria, alguns versos de rap e uma pick-up criando efeitos, e os Deftones foram colocados nesse balaio, já há muito tempo eles conseguiram se distanciar e avançar para além desse rótulo.
Há algo diferente e raro naquela banda. Que não faz vender 20 milhões de discos ou colocar 80 mil pessoas num estádio. Mas que os torna simples e grandes.
Vida longa!
“The ocean takes me into watch you shaking
Watch you weigh your powers
Tempt with hours of pleasure
Take me one more time
Take me one more wave
Take me for one last ride
I’m out of my head!”
Confirmada a 4ª passagem do Deftones por aqui! Ainda sem Chi, mas trazendo na bagagem o último e excelente álbum Diamond Eyes.
Esse tem tudo para ser o melhor show dos caras realizado em solo brasileiro. Em 2001 foi uma performance em tanto mas faltou um pouco de empatia de quem estava lá. A banda foi praticamente uma surpresa. Em 2007 o som poderia estar melhor, e o “Saturday Night Wrist” deixou um pouco a desejar. Em 2009 por conta do formato de festival o setlist foi prejudicado.
Novamente num lugar pequeno (e com som melhor), a banda tem tudo pra fazer um show memorável.
Na estrada desde 1995, Deftones é do tipo de banda que a cada ano que passa melhora, amadurecendo a cada álbum.
Deixo um vídeo dos tempos raivosos de “Adrenaline”.
“Bitch, you feel sore, we could be so flown
Misunderstood – because he wanted to meet Christ alone
But you will…!”
O “ao redor do pêlo” completou 1 ano mês passado. E eu fico muito feliz de ter colocado algumas ideias aqui durante esse tempo e ver que elas foram vistas, procuradas, e em algumas (poucas!) vezes até comentadas.
Recomendaria a quem ainda não tem um blog, criar um. É um bom lugar pra colocar pensamentos e ver que há muita gente pra interagir com eles. Também é um ótimo registro de sua vida para você mesmo. Minha ideia inicial nunca foi criar um diário virtual, mas mesmo em post bem “neutros” você visualiza a evolução que teve em determinados pontos de sua vida.
Dias atrás eu vi uma notícia de um jogador de futebol de 19 anos de um clube do Maranhão, destaque do campeonato local, que se envolveu num acidente de trânsito. O jovem iria participar de um teste no Cruzeiro e tinha boas chances de fazer parte do elenco mineiro na próxima temporada. Por conta do destino, infelizmente o jovem teve a perna amputada. Questionado sobre o que aconteceu, Cleilton disse: “Não vai afetar em nada. Vou fazer fisioterapia. Vou botar uma prótese. Vou ficar uma pessoa independente dos outros. Vou depender de mim mesmo. Não vai ser uma perna que vai tirar minha alegria. Se Deus quiser, vou superar mais este obstáculo.”
Para hoje e para o próximo ano eu desejo a cada um que chegar aqui, amigos e família (e também à mim mesmo) muita persistência e um pouco da virtude do jogador maranhense.
(Como presente simbólico de Natal deixo aqui o sempre biônico/ eletro-sansônico som do Nação!)
Feliz Natal! Abraços! Que Deus nos abençoe!
Quem esteve lá não deve esquecer tão cedo da sirene tocando e da estrela vermelha subindo no fundo preto. Testify foi o prenúncio do que estava por vir. Aquele “Rage” não é por acaso. E o show de Zack de La Rocha & cia foi histórico, épico e qualquer coisa parecida com isso.
Não sou grande conhecedor de Mars Volta, mas não há como não admirar o que esta banda faz ao vivo. Mesmo com as músicas intermináveis.
Incubus abriu com Megalomaniac e colocou na sequência Anna Molly. Ótimo show, bela presença de palco.
Queens Of The Stone Age foi tudo o que se podia esperar. Na minha opinião o show mais alto do festival.
E com todo esse barulho, nada foi mais violento do que quando o tal do Amarante começou a cantar.
Sem mais.
Ao término da primeira etapa da decisão da Liga dos Campeões de 2004-2005, o time do Liverpool perdia de 3×0 diante do Milan. Excelente equipe do Milan com Shevchenko, Crespo e Kaká voando baixo. O segundo tempo viria e estava anunciada a goleada. Mas por um dos motivos que fazem o futebol apaixonante, a imprevisibilidade, o time inglês reagiu. Inspirado pelos gritos da torcida prometendo jamais abandoná-lo ou talvez por alguma famosa frase do folclórico Bill Shankly dita no vestiário, o Liverpool de forma heróica empatou no tempo regulamentar e venceu nos pênaltis, sagrando-se pela quinta vez o melhor time da Europa.
É de Bill Shankly, técnico (e torcedor) do Liverpool da década de 60 e começo de 70, a frase que diz que o futebol é muito mais que a questão de vida ou morte.
Não é nenhum exagero dizer que o futebol está além da esfera esportiva. Troca-se de emprego, de família ou de pátria, mas não se substitui o time de coração. O time representa o posicionamento diante do grupo, as ideias em que se acredita, o lugar de onde se veio.
O São Paulo que eu aprendi a torcer com meus 11, 12 não era um time brilhante. Contava com bons nomes como o de França, um dos mais completos atacantes que tenho na memória. Belletti na lateral direita e Fábio Aurélio na esquerda. Vágner e Edu no meio de campo. Raí já em fim de carreira. Não lembrava nem de longe a equipe que ouvia falar do começo dos anos 90. Ainda assim, meu orgulho de moleque era grande.
Como cada torcedor conhece as particularidades de seu clube, o são-paulino ao acompanhar seu time aprende que mesmo com uma equipe sem brio o time costuma chegar. Ao se dar conta do seu tamanho, o São Paulo chega. A história parece empurrar. A história exigente que não se sente satisfeita com nada que não seja o melhor. Que nunca aceitou estampar no peito algo que não representasse o topo.
Mesmo na péssima fase que se encontra, se há um time pra ganhar 10 partidas seguidas e assumir o lugar em que mais se sente bem, esse time é o São Paulo.
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Humildemente esse blog parabeniza os 20 gloriosos anos de Rogério Ceni defendendo o gol Tricolor. Em plena forma, em alto nível. Nas horas boas e ruins mantendo o mesmo profissionalismo e amor ao clube.
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E naquele fim de ano de 2005, o Liverpool encontrou pela frente o São Paulo, campeão da América do mesmo ano. Na ocasião o time inglês estava há 11 jogos sem perder e 1000 minutos sem levar um único gol.
A bola não iria balançar as redes do São Paulo naquele dia.
Talvez passasse pela cabeça do desolado Gerrard ao final da partida como aquele goleiro simplesmente parecia preencher o gol. Como aquela falta não entrou. Como o gigante Liverpool não conseguiu ser maior que os 1,69 de Mineiro.
O São Paulo atravessava o mundo no caminho de volta como dono dele mais uma vez.
De tubulações de sistemas de injeção para refinarias à desenhos de modelos vivos, peças automotivas à pinturas à óleo, já tive a oportunidade de conhecer um pouco e estudar vários tipos de representações e desenhos. Por conta da faculdade, o que tenho treinado e procurado melhorar é meu traço de sketch. Aquele desenho rápido que fica entre os rascunhos mais básicos e a ilustração mais refinada.
Uma das coisas boas de se estar num curso em que a grande maioria escolhe por vocação, é encontrar pessoas que fazem o que você gosta melhor do que você. Então constantemente você encontra uma referência nova para tentar alcançar e não estagnar. Um designer não precisa necessariamente desenhar bem (Até porque isso é bem relativo). Precisa saber pesquisar bem. Mas ao menos deve gostar de desenhar e procurar evoluir. Manter o traço em dia possibilita passar a ideia para o papel com maior facilidade.
Tive um professor de desenho há uns cinco anos atrás, caricaturista e formado em Teologia, que em sua primeira aula disse para a classe desenhar uma Chinforinfola. Deveríamos imaginar e tentar representar o objeto fantasioso do programa do Chaves. Ninguém ficou convencido do que tinha criado. Depois da frustração da classe lembro dele dizer que em primeiro lugar, antes de começarmos a riscar deveríamos ter confiança no que seria desenhado, independente do que fosse. Que a partir dali nosso pensamento deveria ser diferente. Como o do Chaves que vendeu sua ideia de algo que nem existia. É certo que a mesma história deve ser contada para todas as turmas ainda hoje, mas apesar de simples é bem aplicável para várias das coisas que nos propomos a fazer.
Sejamos confiantes com nossas Chinforinfolas!
Fecho com um desenho de minha irmã feito nos seus 13 anos. Finalizado em caneta nanquim 0.2 mm.
Rurouni Kenshin – 6.o encerramento (Siam Shade – 1/3 no Junjou na Kanjou)(Porque na idade dela eu tb curtia um mangá!)
O chão equaliza as forças afirmou Rickson Gracie. É democrático. Possibilita o menor e fisicamente mais fraco ganhar do mais forte. Por isso pudemos ver um mirrado Royce Gracie passar o carro em quem apareceu pela frente nos primórdios do UFC. A família disse que escolheram o menor irmão justamente para mostrar a superioridade do jiu-jitsu em relação às outras artes. Não entro no mérito da qualidade e profissionalismo dos adversários, ou da atitude arrogante do clã Gracie, mas Royce levou pra casa todos os braços e pescoços possíveis. Tornou o jiu-jitsu mundialmente conhecido e impulsionou um tipo de disputa que ainda em formação já é mais lucrativa que o tradicional boxe.
Na 6.a (?) edição do evento, com a mudança das regras limitando o tempo dos rounds, Royce abandonou a competição alegando que além de permitir que seus adversários lutassem de mãos vazias e atingissem praticamente qualquer parte do corpo, não poderia concordar em conceder ainda mais vantagens. Mas não importava mais. A arte suave já estava vendida como produto. Naquele momento já era indispensável para qualquer lutador das “artes marciais misturadas”.
Mistura que tirou certo romantismo desse formato de disputa. Apesar de hoje vermos super atletas completos, sabendo se comportar em qualquer situação de luta, seja com quedas, trocação ou chão, era muito bacana poder ver duelos de tal arte marcial contra outra. Por isso é muito interessante ainda poder assistir um Lyoto Machida lutar e trazer elementos novos com seu karatê. Sua postura de luta, seu jeito de golpear e não ser golpeado. Ou um Cung Lee com seus chutes plásticos e quedas do Sanshou/ Kung Fu.
No começo do século XX um artista marcial chinês, Huo Yuanjia, enfrentou diversos lutadores estrangeiros e venceu todos. Talvez uma das primeiras lutas registradas de MMA. Se tornou um herói nacional num tempo em que os chineses eram chamados de doentes asiáticos (recentemente sua história foi interpretada num bom filme de Jet Li, merecendo atenção especial a luta do bastão de três seções contra a espada japonesa!). Seu sistema de luta trouxe de volta um pouco de auto-estima ao povo chinês que na época havia sido tão castigado socialmente e economicamente. E permanece até hoje através da famosa Associação Chin Woo. Inclusive com filial no Brasil.
A arte-marcial é um bom instrumento pra mobilizar as pessoas. O brazilian jiu-jitsu é muito mais que uma ênfase das técnicas de ne-waza do judô. É uma especialização nossa. Reflexo de nossa criatividade e perseverança. Continua suave, sem socos ou chutes. Mas traz consigo a ideia de que mesmo uma situação ruim pode ser revertida. Mesmo estando por baixo ainda não acabou. Nos deixa orgulhosos de tantos campeões formados através de suas técnicas.
Hélio Gracie disse que por seu pequeno porte físico otimizou a alavanca. Que com um ponto de apoio, pela citação de Arquimedes, seria capaz de mover o mundo.
Naqueles primeiros anos da década de 90, o mundo saiu do lugar.
Minotauro contra Bob Sapp
Clipe da trilha do filme de Huo Yuanjia
O ano começa sem muita coisa de 2009 que precise ser mudada.
Espero que 2010 seja um pouco mais devagar.
Que eu tenha menos esquecimentos (!), e que lembre de todas as histórias que possam render risadas. Para as que não renderem risadas, que eu possa aprender com elas.
Um excelente ano a todos!
(Porque é sempre bom ter paciência. E a música é legal pra caramba)
É provável que Jesus não tenha nascido realmente em 25 de Dezembro. Nessa data, comemorava-se em Roma séculos atrás o início do inverno, e a busca pelo Sol “inconquistável” que havia se afastado. Por decreto de um Papa, a adoração ao Sol foi substituída pela comemoração do nascimento de Cristo. Cruzando alguns registros bíblicos referentes ao recenseamento que Belém sofrera na época é mais provável que Jesus tenha nascido em Agosto.
Independente de comemorarmos na data correta, lembremos que Jesus veio a este mundo e que isso continua sendo uma notícia e tanto. Deus, feito homem, de carne e osso, emoções, frustrações, fraquezas e sentimentos. O mesmo Deus que cuida dos alicerces da Terra. Que disse até onde o mar poderia ir e onde as porções de terra deveriam se separar. O mesmo Deus que guia os filhos da Ursa Maior através do céu.
Deus.
Feito homem.
E o que merece atenção não é o fato de ele ter andado sobre as águas e parado a tempestade. Mas de ter tido tranqüilidade para dormir debaixo dela. O tamanho de seu caráter.
Façanhas os subordinados de Faraó também fizeram.
Mas ele veio para nos mostrar que não precisamos viver como muitas vezes nós vivemos. Que teremos aflições sim, mas que tenhamos bom ânimo pois ele venceu o mundo. Venceu todo o sistema. Mostrou-nos que independente da vida que temos, podemos levá-la de modo triunfante.
Porque às vezes, conseguir mudar o interior de uma pessoa é mais difícil que abrir o mar.
Fiquemos felizes.
Nasceu o salvador!