O ano começa sem muita coisa de 2009 que precise ser mudada.

Espero que 2010 seja um pouco mais devagar.

Que eu tenha menos esquecimentos (!), e que lembre de todas as histórias que possam render risadas. Para as que não renderem risadas, que eu possa aprender com elas.

Um excelente ano a todos!

(Porque é sempre bom ter paciência. E a música é legal pra caramba)

É provável que Jesus não tenha nascido realmente em 25 de Dezembro. Nessa data, comemorava-se em Roma  séculos atrás o início do inverno, e a busca pelo Sol “inconquistável” que havia se afastado. Por decreto de um Papa, a adoração ao Sol foi substituída pela comemoração do nascimento de Cristo. Cruzando alguns registros bíblicos referentes ao recenseamento que Belém sofrera na época é mais provável que Jesus tenha nascido em Agosto.

Independente de comemorarmos na data correta, lembremos que Jesus veio a este mundo e que isso continua sendo uma notícia e tanto. Deus, feito homem, de carne e osso, emoções, frustrações, fraquezas e sentimentos. O mesmo Deus que cuida dos alicerces da Terra. Que disse até onde o mar poderia ir e onde as porções de terra deveriam se separar. O mesmo Deus que guia os filhos da Ursa Maior através do céu.

Deus.

Feito homem.

E o que merece atenção não é o fato de ele ter andado sobre as águas e parado a tempestade. Mas de ter tido tranqüilidade para dormir debaixo dela. O tamanho de seu caráter.

Façanhas os subordinados de Faraó também fizeram.

Mas ele veio para nos mostrar que não precisamos viver como muitas vezes nós vivemos. Que teremos aflições sim, mas que tenhamos bom ânimo pois ele venceu o mundo. Venceu todo o sistema. Mostrou-nos que independente da vida que temos, podemos levá-la de modo triunfante.

Porque às vezes, conseguir mudar o interior de uma pessoa é mais difícil que abrir o mar.

Fiquemos felizes.

 Nasceu o salvador!

Se Sansão derrotou 600 filisteus com uma vara, houve um samurai que fez um feito quase tão grande quanto. Com seu jeito nada tradicional de lutar e empunhar a espada, Musashi derrotou de uma só vez, 70 espadachins da mais famosa escola da época.

Mas não somente por esse episódio, Musashi se tornou o maior samurai de todos os tempos. Entre tantas versões contadas, romances e registros históricos, com sua vontade de ser o “imbatível abaixo dos céus”, saiu vencedor de cerca de 60 duelos de vida ou morte. Os mais notáveis contra o grupo dos Yoshioka e o gênio Sasaki Kojiro. Tendo empatado apenas uma vez com um habilidoso lutador de bastão.

O que torna Musashi interessante não é o resultado de suas lutas, mas o modo como decidiu se aventurar pelo mundo cheio de etiquetas das técnicas de espada. Não que não tivesse uma profunda espiritualidade em suas ações, tanto que além de suas histórias deixou um livro respeitado até hoje, mas por seu aparente descaso com a rigidez do budô, as formas e a aparência. Desafiava muitos figurões quando ainda não era credenciado para isso. Usava uma espada de madeira como arma principal, que era considerada por muitos uma atitude arrogante. Ou de um tolo caipira. Nos dois casos, não deixava de ser.

O fato é que Musashi nunca representou o herói idealizado, talentoso por natureza, mesmo quando já estava consolidado como espadachim, sendo requisitado por feudos. Compensava a falta de habilidade natural com improvisação, movida por sua intuição fora do comum e imensa auto-confiança. Era ótimo estrategista e tinha grande força física, além de ter contado com a sorte em muitos de seus duelos como ele mesmo afirmou.

Contra Kojiro, o mais habilidoso espadachim de sua época, descobri um tempo depois de terminar o livro de Eiji Yoshikawa que houve uma série de detalhes usados por Musashi para chegar à vitória. Estudioso dos elementos da natureza, Musashi procurou ter atenção com todos eles. Chegou ao duelo de barco, impedindo que Kojiro correse até às águas e fizesse uso do seu elemento. Prendeu seu cabelo para dar a sensação de uma falsa projeção da direção do vento, desnorteando seu adversário e o privando de mais um elemento. Atrasou em relação à hora marcada, deixando Kojiro impaciente e mantendo o sol (elemento fogo) às suas costas. Usando como arma o remo de madeira (elemento de seu nascimento), Musashi estava em ampla vantagem. À Kojiro, só restava o metal de sua espada. E a derrota.

Impressiona aquela figura no palco. O sol ajudou. O som também. Perfeitamente audível em qualquer lugar do festival. Como ainda é surpreendente ver o Chino enrolar o microfone na mão e simplesmente explodir! Cada berro e sussurro. Desesperados, intensos.
Abe descer o braço.
Stef soltar sua parede de riffs.
Não importa quão vermelho fosse o terno ou quantas toneladas tivessem o maracatu.
Não há nada igual como ver Deftones ao vivo.
Um soco na cara. Uma facada no coração.
Um sonho realizado pela segunda vez.
 
 
Porque a multidão sempre vai ao delírio…

 

“And the crowd goes wild

and the camera makes you seasick

God it’s so sweet of you and I know you’re proud

And the car bomb tick ticks with the same sound

it’ the same sound”

Para os judeus, a barba é de grande importância. Símbolo de virilidade, respeito. Para os árabes é objeto de juramento quando precisam honrar algo de maneira particular. Eram consideradas afeminadas pelos romanos que zombavam de seus peludos rivais gregos.

Não apenas nossos pêlos, mas como todas as coisas criadas ou não por nós são carregadas de signos.

A força de Sansão não estava nas suas sete tranças, mas na aliança com Deus que elas representavam.

 ”Ao redor do pêlo” é o nome do terceiro e melhor álbum de minha banda preferida. O fur no significado do álbum tem mais a ver com pele de “casaco de pele”/ moda/ mainstream, mas decidi manter pêlo por ficar mais interessante.

Provavelmente, não deve mais haver posts sobre pêlos por aqui…

Esse blog não tem a mínima intenção de ser sério. Ter um tema específico. Muito menos de ganhar dinheiro. Talvez tenha sentido uma hora ou outra. Começa num dia de finados, mas tem a intenção de viver um pouco, rs.

Porque nem tudo é o que parece ser…